domingo, 23 de novembro de 2008

FOTORREPORTAGEM

Há mais reportagens do que a maioria das que tivemos que ver e ouvir hoje.
Esta vale a pena:

http://static.publico.clix.pt/docs/mundo/guinebissau2008/

Claro que não se apaga o que aconteceu hoje mas podemos e devemos olhar em frente.

Coragem Genti di Guiné.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

RUAS DAS FLORES

Uns dias antes do dia 2 de Novembro era assim por várias ruas da Guiné. Flores de papel de todas as cores. Dia 2 de Novembro é o dia dos mortos, e feriado na Guiné-Bissau.
É o dia de visitar as campas daqueles que perdemos, e como em muitos outros países é tradição levarem-se flores.
Dois dias antes, na 6ª feira, 31 de Outubro, noite das Bruxas, as chuvas deram o seu último sinal durante os próximos tempos. Parece inacreditável mas é todos os anos por volta deste dia que termina a época das chuvas. Há quem diga que assim acontece para se lavarem as campas.
Que em seguida se enchem das cores destas flores, talvez para deixar menos negro o sentimento de perda e tristeza que marca o dia.
São raras as flores na Guiné-Bissau. Porquê? Não faço ideia. Mas não há jardins de flores. Viajamos para qualquer lado e mesmo em paisagens verdejantes, onde parece que toda a flora abunda falta a cor de uma FLOR.

Para recordar e para quem tem curiosidade, os preços:
Coroa de flores – 2.000 FCFA = 3,04€
Ramo de flores – 1.000 FCFA = 1,52€

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NIMBA, PROTECTORA DAS MULHERES

... E MUITO MAIS ARTESANATO

Mais uma das muitas coisas boas desta terra é algum do artesanato que por cá se faz. Seria bem diferente daquilo a que estava habituada a ver à venda em Portugal não fosse a globalização. É verdade. Nas fotos em baixo as 3 últimas foram tiradas numa feira anual em Loures, mas poderiam ter sido tiradas ainda em muitas outras feiras do Norte ao Sul de Portugal, em especial naquelas festas regionais e municipais que abundam pelo Verão.
E podem confundir-se com algumas bancas de venda de artesanato na Guiné-Bissau ou no Senegal. Aliás este tipo de artesanato que chega a Portugal vem do Senegal e não da Guiné. E há algumas coisas há venda por aqui que também vêm do país (es) vizinho (s).

Mas não esta peça, que não é por ser minha, mas é a Nimba mais perfeitinha que tenho visto das poucas que se vendem em Bissau.
A Nimba foi a primeira peça de artesanato que comprei no primeiro ano na Guiné. Sendo, ou muito esquisita ou pouco apreciadora não gostava de todo o artesanato e punha “defeito” em muita coisa, mas esta peça, que alguns amigos acham um tanto ou quanto “feia”, seduziu-me, primeiro sem qualquer razão aparente, e em segundo o seu simbolismo finalizou a compra.

Dizem que a Nimba é um símbolo de protecção das mulheres.

Tenho a minha fé e as minhas crenças, sinto-me melhor por acreditar que Deus me protege, que eu própria, a família e os amigos a isso ajudamos, mas em Roma sê romano, e se estes anos de Guiné têm sido abençoados a companhia da Nimba aqui por casa também pode ajudar a concretizar o que simboliza. Seja porque razão for esta é a peça mais apreciada sentimentalmente aqui por casa. E algo da Guiné-Bissau que me acompanha quase desde o início e que um dia parte comigo.


















Onde comprar artesanato na Guiné?
* Centro Artístico Juvenil na Avenida 14 de Novembro
* Avenida Amílcar Cabral, em dois pontos principais:
-Por baixo da Pensão da D. Berta
-Frente ao Nunes & Irmão / Ao lado dos Correios