terça-feira, 14 de setembro de 2010

ALLAH AKBAR – A ORAÇÃO DO FIM DO RAMADÃO

O Ramadão terminou na passada sexta-feira.

Neste dia, a oração especial de agradecimento pelo fim do jejum reúne uma grande parte dos muçulmanos no jardim de Bissau, frente à Câmara Municipal.

A oração estava marcada para as 10 horas em todo o país.

Foram chegando desde cedo. Alguns de sabador novo. Tapete na mão ou debaixo do braço. Iam chegando, escolhendo um local e estendendo o tapete de oração. Há-os de vários tamanhos, materiais e cores. Descalçam-se e tomam o seu lugar no tapete.
Alguns rezam desde logo, outros convivem, outros simplesmente aguardam.

O Presidente e vários membros do Governo também elegem, deste há muito, este local para esta grande oração conjunta.

À hora marcada a reza inicia-se e apenas percebo a expressão Allah Akbar, repetida várias vezes durante os cerca de cinco breves minutos que a oração dura.

É acompanhada por movimentos simbólicos. Começam por rezar de pé.

Depois elevam os braços à frente e até junto à face.
Novamente direitos e depois inclinados a 90º.
Em seguida de joelhos no tapete, corpo inclinado para a frente com a testa a tocar o chão.
Ajoelhados, de costas levantadas. E repetidamente.
É um momento impressionante.

No final calçam-se, sacodem e dobram o tapete e regressam a casa, a sua, ou de familiares ou amigos. É o dia da grande festa, de Eid-al-Fitr.
Fico feliz por finalmente ter ido assistir e satisfeita com as fotos tiradas.
Mas incomodada, e sempre, pelo lugar das mulheres. Ficaram ao fundo do jardim, com um espaço que as separava dos homens, afastadas, e onde a máquina não alcançava.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DA PRIMEIRA À ÚLTIMA ATERRAGEM

Aterro em Bissau pela última vez. Consciente de que não sei se ou quando haverá uma próxima vez.
À medida que nos aproximamos do chão não se vê uma luz. As da pista, apenas, quando a alcançamos.
A chegada é mais semelhante à de há um ano atrás (AQUI) do que à primeira aterragem de todas, há quase seis anos. No entanto é desta que me recordo mais.

Na primeira vez que aterrei em Bissau quando chegámos à porta para sair do avião parecia que estávamos a entrar num forno. Nunca esqueci essa sensação. Tínhamos saído de Lisboa a meio da manhã, com tempo já um pouco fresco. Quando aterrámos em Bissau era de tarde, talvez cerca das 15 horas, estava sol e muito muito calor, o ar húmido e pesado que parecia que sufocava. Eu trazia um fato de linho branco, relativamente fresco, mas o João, para não trazer o pulôver de malha nas mãos, já cheias de bagagem, deixou-o vir vestido por cima de uma camisa. Também não esqueci a cara dele de quase pânico de quem queria tirar o pulôver de imediato mas com pessoas a descer as escadas à nossa frente e pessoas atrás de nós que as queriam descer era praticamente impossível fazê-las esperar para permitirem gestos tão simples como despir um casaco ou uma camisola.

Aqueles que iriam ser os nossos colegas naquele ano lectivo, e que o foram durante alguns mais, acenavam-nos do terraço por cima do aeroporto, onde era possível aceder e ver os aviões aterrar, levantar, acenar a quem chegava e a quem partia. Hoje isso não é possível. Não é permitido aceder ao terraço, que chegou a ter uma esplanada, e as horas tardias a que o avião chega e parte não facilitam.

Habituámo-nos bem ao “bafo” de Bissau. Ao tempo abafado do início e do fim da época das chuvas. E assim a aventura tem durado e este “forno” deixa saudades.


Desta vez chego sozinha. Não é a primeira vez. Tenho sorte: a minha mala é das primeiras a cair no tapete rolante (que está a funcionar) e saio de imediato. Cá fora o Braima espera por mim. Sei que posso confiar nele, sempre. É tarde e chuvisca. Tal como há um ano levo o Braima a casa; lembro-me do ano anterior e penso em ir pelo caminho da Chapa mas Braima diz que o caminho por aí está muito mau e temos que nos aventurar no caminho sinuoso que vai do cruzamento do Bairro da Ajuda para o Bairro de Missira. Não encontro os costureiros a trabalhar à noite, muito embora o fim do Ramadão seja nos próximos dias, mas por outro lado há alguns postes de iluminação acesos ao longo do caminho. Tem havido luz da rede pública o que é uma excelente notícia.

Quase no fim do caminho, onde já nem o jipe parece conseguir passar, Braima diz para dar a volta com o jipe que ele faz o resto do caminho a pé. Vejo-o por mais uns poucos metros porque os postes não chegam até ali e por isso Braima caminha em direcção à escuridão. Deixo de ver o que quer que seja e regresso a casa.

(Um poste e duas lâmpadas numa casa numa rua do bairro de Missira. Parece menos do que é.)

sábado, 21 de agosto de 2010

A MI NA BAI FÉRIA

Para quem ainda aqui passa de vez em quando à procura de novidades sei que parece que fui de férias há muito tempo. Mas vim de férias há pouco tempo. As últimas férias da Guiné.
Regressei a Portugal há alguns dias. E confesso que nesta altura a vontade de partir se adensa.

Como quase sempre, a chuva começou a meio de Maio; este ano a primeira chuva caiu em Bissau na madrugada do dia 16. Nunca, em quase seis anos, choveu tanto desde a primeira chuva até ao dia em que, entre meados e fim de Julho, partia para férias como neste ano.

A chuva na Guiné tem um prenúncio especial. Por vezes o céu até já está cinzento há algumas horas, mas não basta. A anteceder uma chuvada está o vento, que se levanta de forma rápida e violenta. Em poucos instantes, o céu escurece um pouco mais e parece que tudo vai voar pelos ares. Partículas de terra levantam-se no ar, junto com algum lixo mais leve espalhado pelas ruas, papéis, sacos de plástico. Em poucos minutos a chuva cai, intensa, ora inofensiva, ora fatal.

Para quem tem um refúgio imediato ou transporte aqueles momentos iniciais são um espectáculo a que muitas vezes se assiste fascinado. Há algo de inebriante naquele rebuliço espontâneo e breve.

Mas depois da chuva começar a cair com força é como se só um abrigo nos salvasse.
Estava na rua do Mercado Central quando estava prestes a começar o primeiro jogo de Portugal no Mundial. O céu já tinha escurecido um pouco e a chuva adivinhava-se para breve. Regateava a compra de envelopes grandes para arquivo dos exames da faculdade (os recursos são limitados e, além disso, regatear, por ali, é praticamente obrigatório), de repente o vento soprou forte, o ar encheu-se de pequenas areias, a compra apressou-se e corri para a carrinha. Antes do refúgio ainda provei umas gotas de chuva e em seguida ela caiu com uma tal fúria que quase todas as pessoas que se encontravam na rua corriam a abrigar-se.

À medida que viajava, do Centro em direcção ao Bairro da Ajuda, ia fotografando as ruas a encherem-se de água… em muitas ruas, em poucos minutos a água sobe com tal rapidez que há pessoas a fugirem com água pelos joelhos.

Desalentam-me os buracos gigantes à beira das estradas, correntes que ganham força, verdadeiras armadilhas capazes de arrastar pessoas.
Encorajam-me os rapazes que, apesar do temporal, jogam à bola, alguns descalços. Na impossibilidade de frequentarem um lugar onde pudessem assistir ao jogo do Mundial estes rapazes homenageavam desta forma o seu desporto favorito.
São assim as memórias dos meses de Junho e Julho em Bissau. Uma mistura de emoções, um certo fascínio e depois o cansaço e a desilusão ao pensar em tudo o que se torna mais difícil nesta época, a deterioração dos telhados, casas, estradas, mosquitos a pairar em poças de água, cólera.

Em Setembro aguarda-me mais um mês de chuva mas por agora há que aproveitar a época seca e quente deste cantinho e esperar que as genti di Guiné (em especial os de quem já sinto saudades) aguentem da melhor forma o chuvoso mês de Agosto.

domingo, 27 de junho de 2010

1 DE JUNHO, DIA DA CRIANÇA

Passou quase um mês …

Os preparativos começaram vários dias antes. O dia 1 de Junho, este ano, foi numa terça-feira e na quinta-feira anterior a Maira veio dar o recado. Ia haver uma festa da criança na escola e ela tinha que levar uma forma de bolo (diz-se assim mas é na verdade um bolo feito) e três pacotes de bolachas.
- Feito!
- A que horas?
- 8H da manhã.
- Uh! (Levantar cedo não é o meu forte.)

Na segunda-feira à tarde um cheirinho bom a bolinho caseiro invadia a casa. Uma sensação tão agradável que só faz pensar porque não se fazem bolos em casa mais vezes.

Decidi que no dia seguinte iria então, não a uma, mas a duas festas do dia da criança.

À escola da Maira cheguei pouco depois das oito, com os petiscos encomendados e mais alguma coisa. Infelizmente a tradição guineense de que nada começa à hora marcada, não sendo exclusiva deste país, embora bastante acentuada por aqui, estava a ser cumprida, e por isso, esperei, esperei…
Foram chegando crianças pouco a pouco, com os saquinhos na mão, com mais petiscos para a festa. E enquanto esperava comecei por me preocupar com o facto de a escola ser à beira de uma estrada tão movimentada. Como é difícil atravessar ali. A passadeira existe mas quase não se vê, e pior, pouco a respeitam. E depois viajei… Lembrei-me da minha escola primária. Da minha professora. Chamávamos-lhe Dona Antónia. Pergunto-me se a Maira um dia irá sentir pela sua primeira professora o que sinto pela minha. Que foi quem me ensinou a ler, que me ensinou tantas mas tantas coisas, como se naqueles primeiros quatro anos de escola tivesse aprendido mais de metade do que faz verdadeiramente falta aprender na vida. Nesse dia viajei até à minha sala de aula, até à minha escola primária. E pensei não só no que aprendi mas também nas nossas festinhas da escola. No dia da criança, no dia da árvore. Nesse dia cada turma plantava sempre uma árvore. A festa que antecedia as férias do Natal, com troca de prendas. E no final do ano graças à Dona Antónia tínhamos sempre pelo menos uma visita de estudo. Penso que a ela devo a forma como encarei a escola o resto da vida.
No meio destas recordações chega finalmente a Maira, com o seu penteado novo que tinha demorado horas a fazer, no fim-de-semana anterior, a pensar, precisamente nesta festa. Passou mais de uma hora desde que ali cheguei e pelos vistos ainda nem metade das crianças da escola tinha chegado, nem os professores. Deixo-a com a promessa de voltar pois parece que a festa vai continuar atrasada por mais algum tempo.

A segunda festa a que decidi ir tinha lugar na escola da Carlita. A Carlita é a beleza e simpatia que está nesta foto. É filha da Idelzita (de quem falarei outro dia) que é irmã da Nené.
Anda na pré-primária de uma escola que faz parte do Projecto Misericórdia e Socorro da Igreja Evangélica de Belém. Quando a conheci o que mais queria era poder ir para a escolinha. Depois de estar na escolinha, diz-me a mãe que por vezes faz birra e não quer ir. Mas não quando é festa. Neste dia lá estava ela e os colegas. Todos muito animados apesar de a festa por aqueles lados também estar atrasada. No entanto esta festa ia durar todo o dia e por isso a comida, em quantidade, estava a ser preparada numa casa vizinha. Pelo tamanho das panelas adivinhava-se uma grande festa.
Ainda nessa escola da Carlita a dada altura passei numa das salas e as crianças gritavam felizes “1 de Junho, dia da criança, 1 de Junho, dia da criança” (um vídeo que, porque a net não ajuda ou as habilidades informáticas são demais, não consegui colocar aqui), e quando as vi assim pareciam os seres mais felizes da terra. Uma alegria tão grande que era impossível não ficar contagiada.

Volto a passar na escola da Maira e agora está quase quase tudo pronto. Faltam “os quase” e por isso, com mais de metade da manhã passada, regresso ao meu trabalho. Passo o resto do tempo num misto da alegria infantil que me pegaram e de preocupações de adultos mas que é incomparavelmente melhor do que só as habituais preocupações.

domingo, 23 de maio de 2010

GABU

Não é bloqueio de escritor. Antes fosse (bloqueio) e o pudesse ser (escritora). Tem sido mais algo do género: se não tens nada de bom para dizer fica calada.

Nos últimos meses, semanas, dias, sentimentos contraditórios, de querer ir, de querer ficar, uma nostalgia antecipada e a perda do último resto de inocência sobre um país de futuro demasiado incerto, bem menos promissor do que sempre se desejou.
Muitas horas, algumas noctívagas, a pensar no que escrever sem que fosse o reflexo deste estado de inquietude, e a certeza de que falar desta cidade nunca o seria de forma diferente. Contente ou descontente, iludida ou desiludida, nunca teria melhor para dizer de Gabu do que o pouco que se segue.

Há cinco anos atrás a experiência de ir a Gabu tinha-se revelado bastante decepcionante. Correndo o risco de ter deixado os problemas pessoais imiscuírem-se numa melhor apreciação de um lugar que afinal poderia ser diferente, 2010 foi o ano de dar uma segunda oportunidade à cidade e de trazer para recordação algumas fotos da mesma.

De espírito livre e em boa companhia as quase três horas de distância de Bissau a Gabu passaram num instante. A expectativa era alguma para quem pretendia redescobrir a cidade e maior para quem a ia descobrir pela primeira vez.

Chegámos à segunda maior cidade da Guiné-Bissau. Algum movimento, algum comércio mas bem menos do que aquilo que sempre se ouvia contar sobre Gabu. Talvez haja algo de pitoresco no mercado embora nada comparável ao de Bissau. Nas fotos vários tipos de arroz e vários tipos de sabão chamam a atenção. Mais adiante uns colchões caricatos: palha forrada com grandes sacas que antes foram de arroz ou farinha.Desde a última vez alguma coisa mudou. O antigo Palácio do Governador, que me impressionou na primeira visita pelo total abandono, está agora em obras. Aparenta ter sido uma boa residência em tempos, convidativa, talvez o volte a ser no final das obras.
Resquícios da Nova Lamego, inscrita ainda na parede de uma loja que dá por esse nome, nas casa de dois andares, uma delas de varanda em toda à volta do 1º andar, que albergam a Farmácia Central e o BAO (Banco), na igreja e na antiga estação C.T.T.
Em menos de uma hora nada mais há para ver nesta pequena cidade de ruas de terra vermelha. Almoçamos galinha à cafreal (dizemos cafriela) no “Pó di Terra”.
A caminho da saída passamos em frente daquela que em 2005 era a discoteca Baga-Baga, “a não perder” – disseram-me quando lá fui a primeira vez.
Saímos com uma sensação de “ficou visto”, de quem gostaria que fosse mais mas não é, esta cidade que ouvimos os guineenses dizer em Bissau que é a cidade dos burros, a cidade das bicicletas ou a cidade das motas. De tudo isto se vê um pouco nas ruas. Mas só um pouco.
É apenas uma pequena cidade no leste, mais seca, quente e abafada que Bissau.

Poucos minutos adiante, na estrada que liga Gabu a Bafatá, um novo hotel. Por curiosidade vamos conhecer, quase certas que não voltaremos ali, mas nunca se sabe. Parece que ainda nem está totalmente pronto mas, apesar de não haver nenhum cliente este fim-de-semana, garantem-nos que já está a funcionar e que tem vindo gente de Bissau só para passar o fim-de-semana, descansar, tomar um banho de piscina.
Para quem há cinco anos dormiu no Vision, então único hotel de Gabu, este Hotel HBC parece ter dez estrelas mais. Não fico com ideia de voltar nos próximos tempos mas merece ser divulgado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

CARNAVAL INFANTIL 2010

Este ano o Carnaval não será passado na Guiné-Bissau. Passarei duas fronteiras daqui a algumas horas. Mas entretanto já tive a oportunidade de assistir a um dos melhores desfiles do Carnaval de Bissau deste ano.

Todos os anos na manhã da sexta-feira anterior ao Carnaval tem lugar na Praça dos Heróis Nacionais (antiga Praça Império) o Carnaval Infantil.

Foi assim. Crianças de várias idades e de várias escolas participaram no desfile, sendo que trajes e costumes típicos da etnia Bijagó são os mais representados. As meninas das sainhas de palha são as kampunis (raparigas jovens da etnia Bijagó).
Também era possível encontrar pelo menos um Balanta na multidão de palmo e meio. Aquele menino de barrete vermelho usa-o como símbolo da etnia mais numerosa do país e que ficou mais conhecido pelo seu uso habitual pelo político e ex-Presidente da República Koumba Yalá.
A meio da manhã o calor apertava e este menino, que simboliza a tarefa de descascar o arroz manualmente, faz uma pausa para beber água. Não fosse o arroz a base de alimentação do povo guineense.
Quem também se fez representar foi a Escola Professor Doutor Cavaco Silva, frequentada pela Maira que também desfilou com as colegas (em cima à direita). A rainha desta escola era uma rainha da etnia Manjaca, com o respectivo traje típico (em baixo à esquerda). Muito engraçado eram alguns penteados enfeitados com doces, como a menina da cabeça com rebuçados no canto superior esquerdo. Mais algumas fotos e votos de um

BOM CARNAVAL

domingo, 31 de janeiro de 2010

IMAGENS DE 2009

No final de cada ano, em regra, na TV passam as imagens mais marcantes desse ano. Um pouco por todo o lado revemos os momentos mais emocionantes, mais felizes ou mais dramáticos do ano que passou.


Muitos foram os grandes momentos de 2009 vividos na Guiné-Bissau e alguns ainda aguardam que aqui sejam narrados.

Por diversas razões este post foi sendo sucessivamente adiado e por isso só no limite do primeiro mês do ano de 2010 aparece.


Um pouco então com a ideia das imagens do ano recomendo as reportagens do Carlos, correspondente da TV Brasil que esteve na Guiné-Bissau em Outubro. As suas aventuras pelo continente africano podem ser lidas no seu blog Diário da África e as reportagens no site da TVBrasil.

Destas destaco as seguintes sobre a Guiné-Bissau:


A PRIMEIRA sobre a falta de energia eléctrica, um problema grave do país sobre o qual já fiz algumas referências mas ainda não consegui aquela imagem. Nada como um vídeo. E mesmo assim nada como ver (a escuridão) com os próprios olhos. A SEGUNDA sobre Educação. Igualmente chocante. Há vários projectos, várias ideias de reforma mas o ensino por aqui continua a ser um dos maiores problemas e o nível em que se encontra a causa para muitos outros. Parece-me impossível não ficar emocionado com os meninos a correr para a escola levando os seus banquinhos em braços e na cabeça sob pena de ficarem sentados no chão de terra. A TERCEIRA reportagem é sobre o comércio informal onde as imagens só podiam ser do mercado Bandim, estranho, diferente, mas ao qual eu não resisto. E ainda com os pequenos negócios que surgem como meios de sobrevivência num país onde a carência de quase tudo obriga a ser original.


A visita do Carlos e do William à Guiné-Bissau não foi isenta de algumas peripécias que me recordaram algo que já por diversas vezes achava que já devia ter colocado aqui no blog: Mais informação para quem viaja para a Guiné-Bissau. Assim, em breve informações mais práticas para os viajantes (onde ficar, onde comer, onde ir) mas para já um aviso importante: a utilização de cartões VISA tem um uso muito limitado no país. Para quem queira mais informações pode ainda escrever-me para o e-mail indicado na parte lateral do blog.


BOM ANO DE 2010!